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Teologia e Vida amplia sua missão e ganha formato podcast na Rádio VIP Online Por Redação | Aliança Business Revista O Teologia e Vida, programa apresentado na TV Votorantim, inicia uma nova fase em sua trajetória. Sob a apresentação e direção de Davi Levita, o projeto amplia sua presença nos meios de comunicação e passa a contar também com uma versão em podcast, transmitida pela Rádio VIP Online. A proposta é levar conteúdos cristãos, estudos bíblicos, entrevistas, reflexões e mensagens de fé a um público ainda maior, utilizando diferentes plataformas para fortalecer a comunicação do Evangelho. Além da exibição na televisão, o Teologia e Vida contará com transmissões ao vivo e conteúdos exclusivos em formato podcast, proporcionando aos ouvintes e espectadores uma experiência dinâmica e acessível, seja pelo rádio, pela internet ou pelas redes sociais. Segundo a direção do projeto, a expansão representa mais um passo no compromisso de anunciar a Palavra de Deus com responsabilidade, excelência e relevância, acompanhando as novas formas de comunicação e alcançando pessoas em diferentes lugares. Com essa integração entre televisão, rádio e plataformas digitais, o Teologia e Vida fortalece sua missão de promover conhecimento bíblico, comunhão e edificação espiritual. A iniciativa conta com o apoio da Rádio VIP Online, da Aliança Business Revista e dos demais veículos parceiros, formando uma rede de comunicação comprometida com conteúdos de fé, informação e transformação.   TV Votorantim    Rádio VIP Online    Aliança Business Revista: https://aliancabusinessrevista.online/⁠ Rádio VIP Online: https://radioviponline.com/⁠   Aliança Business Revista Aliança que conecta, conteúdo que transforma.
Cantora Gospel em  destaque 2026
Torcedora afirma ter sido retirada de estádio após usar moletom com mensagem cristã nos Estados Unidos  Uma situação envolvendo liberdade de expressão e manifestação de fé cristã tem gerado debates nas redes sociais e na imprensa internacional.  A torcedora Paige Combs-Morgan afirmou ter sido retirada do estádio Comerica Park, durante uma partida entre Detroit Tigers e Chicago White Sox, após utilizar um moletom com a frase "Jesus Over Pride" ("Jesus Acima do Orgulho").  Segundo o relato da própria torcedora, ela foi abordada por funcionários do estádio e por policiais depois que pessoas presentes fizeram reclamações sobre a mensagem estampada em sua roupa. Paige declarou que sua intenção era apenas expressar sua fé cristã de forma pacífica.  Por outro lado, há informações de que a organização do estádio afirma que a retirada não ocorreu apenas por causa da vestimenta, mas também por questões relacionadas ao comportamento da torcedora durante o evento. As diferentes versões do caso continuam sendo discutidas.  O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, levantando debates sobre liberdade religiosa, liberdade de expressão e os limites das regras adotadas em eventos esportivos.  Independentemente das interpretações, o caso reacende uma discussão importante sobre o direito de manifestação de crenças em espaços públicos e privados, tema que tem despertado atenção em diversos países.  A Rádio VIP On Line continuará acompanhando os desdobramentos desta notícia e trará novas informações caso haja posicionamentos oficiais das partes envolvidas.  Fonte: Informações baseadas em relatos públicos da torcedora, reportagens da imprensa internacional e publicações divulgadas nas redes sociais.
Mattos Nascimento alerta sobre uso indevido de sua voz por Inteligência Artificial  O cantor e compositor Mattos Nascimento, um dos maiores nomes da música cristã brasileira, fez um alerta aos seus seguidores após descobrir conteúdos divulgados na internet utilizando sua voz de forma não autorizada por meio de Inteligência Artificial (IA).  Segundo o artista, vídeos e supostos álbuns inéditos estão circulando em plataformas digitais com músicas que nunca foram gravadas ou compostas por ele. A tecnologia de clonagem vocal tem sido utilizada para simular interpretações com características muito próximas da voz original, levando muitos ouvintes a acreditarem que se tratam de lançamentos oficiais.  O caso acende um importante debate sobre os desafios da Inteligência Artificial no meio artístico, especialmente em relação aos direitos autorais, à identidade vocal dos intérpretes e à proteção da imagem de artistas consagrados.  Além de Mattos Nascimento, outros nomes da música gospel também já tiveram suas vozes utilizadas sem autorização em conteúdos gerados por IA, reforçando a necessidade de maior fiscalização e de mecanismos legais para combater esse tipo de prática.  A Rádio VIP On Line orienta o público a sempre conferir se músicas e lançamentos foram publicados nos canais oficiais dos artistas antes de compartilhar ou consumir esse conteúdo.  A tecnologia pode ser uma grande aliada quando utilizada de forma ética, mas seu uso indevido representa um desafio crescente para músicos, compositores e toda a indústria fonográfica.  Fonte de inspiração: informações divulgadas por O Fuxico Gospel, adaptadas e reescritas para publicação jornalística da Rádio VIP On Line.
Monumento de Cavalo Louco impressiona o mundo e segue em construção há mais de sete décadas  Por Redação | Aliança Business Revista  Uma das maiores obras monumentais do planeta continua chamando a atenção pela grandiosidade e pelo significado histórico. Localizado nas Black Hills, no estado da Dakota do Sul (EUA), o Crazy Horse Memorial (Memorial de Cavalo Louco) está sendo esculpido diretamente em uma montanha de granito desde 1948 e, mesmo após mais de 70 anos de trabalho, ainda não possui uma data oficial para sua conclusão.  O projeto homenageia Cavalo Louco (Crazy Horse), importante líder do povo Lakota, reconhecido por sua resistência e defesa dos povos indígenas norte-americanos.  Quando finalizado, o monumento deverá alcançar aproximadamente 172 metros de altura e 195 metros de comprimento, tornando-se significativamente maior que o famoso Monte Rushmore, também localizado na mesma região dos Estados Unidos.  A obra foi idealizada pelo líder indígena Henry Standing Bear, que convidou o escultor Korczak Ziolkowski para desenvolver um memorial que representasse a história e a cultura dos povos indígenas. Após a morte do escultor, em 1982, o trabalho passou a ser conduzido por sua família e pela Crazy Horse Memorial Foundation, mantendo viva a missão iniciada há décadas.  Até o momento, o rosto de Cavalo Louco já foi concluído e outras partes da escultura continuam sendo trabalhadas. O memorial também abriga museus, espaços culturais e programas educacionais dedicados à preservação da história e das tradições dos povos originários da América do Norte.  Mais do que uma impressionante obra de engenharia, o Crazy Horse Memorial representa um símbolo de reconhecimento histórico, identidade cultural e perseverança, reunindo gerações de profissionais em um projeto que continua evoluindo ano após ano.   ---  Nota Editorial  Esta matéria foi produzida a partir de informações públicas divulgadas por fontes especializadas e pela instituição responsável pelo memorial. O conteúdo foi reescrito e contextualizado pela Aliança Business Revista, preservando o compromisso com a informação responsável e o respeito aos direitos autorais.  A matéria também será publicada no portal da Rádio VIP Online, fortalecendo a parceria entre os dois veículos na divulgação de conteúdos sobre cultura, história, tecnologia e atualidades.  Aliança Business Revista Aliança que conecta, conteúdo que transforma.  Rádio VIP Online A sua conexão com Deus.
Rádio VIP Online cresce de forma consistente e conquista espaço na internet em apenas 42 dias A Rádio VIP Online celebra mais uma importante conquista. Com apenas 42 dias desde sua estreia oficial na web, a emissora já demonstra um crescimento constante de audiência e presença digital. Somente nos últimos sete dias, o portal registrou 3.204 visitas, mesmo após a reinicialização da contagem para acompanhamento estatístico. Em apenas um dia, antes do encerramento da medição, já haviam sido contabilizadas 575 visitas. Outro marco importante é a presença da Rádio VIP Online entre os primeiros resultados do Google para pesquisas relacionadas ao seu nome, reflexo do trabalho diário de produção de conteúdo, notícias, entrevistas e programação cristã de qualidade. Esses números representam mais do que estatísticas. Eles mostram que Deus tem aberto portas e que milhares de pessoas já estão conhecendo o projeto. A Rádio VIP Online agradece a cada ouvinte, parceiro, apresentador e colaborador que faz parte dessa história. O trabalho está apenas começando, e muitas novidades estão sendo preparadas para fortalecer ainda mais a programação e ampliar o alcance da emissora. Eu também posso criar uma arte profissional, com a identidade visual da Rádio VIP Online, contendo: a logo da rádio; um gráfico de crescimento; destaque para os 42 dias de existência; 3.204 visitas na semana; 575 visitas no dia; e um selo como "Em crescimento constante" ou "Presença consolidada no Google".
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Por que os cristãos precisam enfrentar o antissemitismo: a visão de um líder evangélico

29/07/2026
Por que os cristãos precisam enfrentar o antissemitismo: a visão de um líder evangélico

Um importante nome no cenário religioso brasileiro, o Apóstolo Paulo de Tarso tem se dedicado intensamente à missão de aproximar judeus e cristãos por meio de seu ministério. Reconhecido por sua atuação firme e conciliadora, ele é o relator do Manifesto contra o antissemitismo, documento que vem conquistando ampla repercussão nacional.

O documento, assinado por líderes cristãos de oito Estados brasileiros, foi endereçado aos Presidentes do Senado, David Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além dos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, à sociedade brasileira e à comunidade judaica.

O texto conta com a revisão de importantes referências jurídicas e políticas, como a Dra. Clarita Maia — especialista em assuntos internacionais e consultora legislativa sênior — e a Deputada Federal Greyce Elias, reforçando a relevância e a credibilidade da iniciativa.

 

1. APRESENTAÇÃO PESSOAL E DA CASA APOSTÓLICA

Para o leitor que ainda não o conhece: quem é o senhor e qual é a sua trajetória como líder cristão no Brasil?

Meu nome é Paulo de Tarso. Sou brasileiro, advogado de formação, e em 2000 deixei a carreira jurídica para me dedicar integralmente ao ministério pastoral. Em 2004 fui enviado ao ministério apostólico, com a responsabilidade de servir igrejas e denominações em diversas regiões do Brasil e também em outros países.

 

O que é a Casa Apostólica que o senhor dirige? Como ela surgiu e qual é a sua missão central?

A Casa Apostólica nasceu em 2014, dez anos depois de eu ter sido enviado ao ministério apostólico. Muitos líderes e igrejas, em vários estados, passaram a buscar minha cobertura e paternidade ministerial — uma forma de servir com o dom que recebi de Deus. Ao mesmo tempo, desde 2010 faço parte do Conselho Apostólico Brasileiro, um grupo de líderes nacionais.

Nossa missão é simples e ampla: em meio à enorme diversidade da igreja brasileira, ajudar cada liderança a se sentir útil e chamada a cumprir seu papel na proclamação dos valores do Reino de Deus.

 

Que tipo de lideranças fazem parte da Casa Apostólica e de que regiões do Brasil e do mundo elas vêm?

Algo muito especial aconteceu em 1º de maio de 2026. Líderes da Casa Apostólica de muitos estados do Brasil se reuniram com representantes dos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Argentina, Chile e Israel. Nesse encontro, decidimos deixar de ser apenas um grupo de líderes diretamente ligados a mim como “pai ministerial” para nos tornarmos uma plataforma mais plural, que recebe entre nós outros líderes maduros de grandes igrejas e denominações, com trabalhos reconhecidos em nosso país e fora dele.

Esse movimento de amadurecimento e ampliação foi o que gerou o ambiente e a força espiritual e institucional que resultaram no Manifesto de 8 de julho em favor de Israel e do povo judeu.

 

Como se dá, na prática, o trabalho da Casa Apostólica com essas lideranças?

Estamos em transição de um modelo mais vertical para uma rede mais horizontal, plural e colaborativa. Continuamos apoiando pequenos ministérios e líderes em ascensão, mas também servimos como respaldo espiritual e moral para líderes cristãos que exercem funções públicas — legislativas e executivas — em cidades, estados e no âmbito federal.

Um dos nossos grandes objetivos é preparar jovens para o desafio de anunciar o Evangelho do Reino de Deus em todas as nações, apoiando iniciativas já existentes e criando novos programas de formação. Queremos que eles sejam “luzes brilhantes” em um tempo que, para nós, é de densas trevas morais e espirituais.

 

2. ORIGEM DO MANIFESTO

O que o levou, concretamente, a redigir e tornar público este Manifesto em apoio à Comunidade Judaica?

Entendo, diante de Deus, que o meu chamado sempre esteve ligado a consolar o povo judeu. Sou um não judeu, mas fui alcançado pela Palavra que o Deus Vivo entregou a Israel no Sinai e que, pela fidelidade desse povo, chegou até os “confins da Terra”, inclusive à minha família, no Brasil.

Há anos oro, prego, escrevo e uso minhas redes para defender Israel e o povo judeu. Mas os acontecimentos recentes me mostraram que isso não era mais suficiente. Percebi que precisava agir de maneira mais clara, pública, responsável e juridicamente adequada: ser uma voz que confessa o nosso pecado histórico de omissão diante desta nova onda antissemita, antijudaica e antissionista que se levanta no mundo.

Estou convencido de que, se o ódio contra os judeus não for contido, os cristãos serão os próximos. Diante disso, não posso me calar.

 

Houve algum episódio específico após 7 de outubro de 2023 que funcionou como ponto de virada?

Sim. O 7 de outubro, em pleno Simchat Torá, foi decisivo. Em um dia em que Israel celebrava a alegria pela Palavra que recebeu do Eterno e com a qual abençoou todas as nações, o povo foi atacado covardemente — novamente com o apoio declarado do regime iraniano e por meio do Hamas. Para mim, aquilo foi uma nova Shoá, um grito que ecoa a promessa de “Nunca Mais” feita pela geração dos meus pais e avós.

Desde então intensifiquei minhas ações: orando, ensinando, consolando israelenses em Israel e judeus no Brasil. Em 2025, mesmo depois de adiamentos por causa da guerra, liderei uma viagem a Israel organizada pela agência Terra Santa, dirigida pelo judeu Ricardo Caro. Fomos mais para consolar e orar do que para fazer turismo. Gosto de dizer que vou a Israel para ver minha família: tenho uma filha adotiva judia que vive no Kibutz Yagur e já me deu três netos.

Nessas viagens, levo grupos de evangélicos e católicos e procuro ensinar sobre o Deus de Israel e o povo da Palavra — o povo judeu. Tudo isso convergiu para a necessidade de um manifesto público.

 

Como foi o processo de construção do texto? Quem participou?

Fui designado como relator do Manifesto porque as lideranças que o assinam comigo conhecem meu chamado em relação à Casa de Israel. Porém, o texto ganhou grande solidez jurídica e política com a contribuição da Dra. Clarita Maia e da deputada federal Greyce Elias, que subscreveu o documento conosco.

Nosso alvo comum era criar um ponto de partida sério para discussão, ensino e formação de consciência — não apenas uma declaração de simpatia, mas um marco que dê fundamentos para apoiar o povo judeu e resistir às ondas de ódio que temos visto.

 

3. CONFISSÃO HISTÓRICA E ARREPENDIMENTO

Por que o senhor considerou essencial começar com uma confissão histórica e um pedido de perdão?

Porque a história é clara: durante séculos, em diferentes segmentos cristãos — católicos e protestantes —, o povo judeu foi perseguido, expulso e morto. Muitas vezes, quando os judeus viam a cruz, viam também perseguição e morte.

Algo, porém, mudou com o renascimento de Israel em 1948 e, de forma especial, com a reunificação de Jerusalém em 1967. Muitos cristãos começaram a perceber que boa parte do ensino teológico tradicional, carregado de antissemitismo, era incompatível com a própria Bíblia.

A chamada “teologia da substituição”, que afirma que Deus teria rejeitado Israel e colocado a igreja em seu lugar, é, a meu ver, uma das estratégias mais diabólicas da história cristã. Ela ignora que os próprios textos sagrados dos cristãos afirmam que os judeus são os “ramos naturais” da oliveira e que Deus jamais rejeitou o seu povo.

Mesmo assim, cristãos alemães e de muitos outros países foram coniventes com o nazismo. Não reagimos com a força e na hora em que deveríamos, e seis milhões de judeus foram assassinados. Dizer “Nunca Mais” implica, antes, confessar onde erramos.

 

Quando o senhor afirma que “não honramos plenamente o compromisso do ‘Nunca Mais’”, a quem está se referindo?

Refiro-me à humanidade como um todo. Haverá, segundo cremos, um juízo para as nações que trataram o povo judeu com desprezo e violência. Nós, brasileiros, fazemos parte desta geração que assiste a ameaças explícitas de aniquilação contra Israel — vindas de aiatolás e de grupos como Hamas, Hezbollah, Houthis e outros — e, muitas vezes, permanecemos em silêncio.

Esse silêncio nos coloca em uma posição moralmente muito perigosa.

 

O que significa, na prática, esse arrependimento? Que mudança é inadiável?

Primeiro, significa rever profundamente nossa teologia e nossa cultura eclesiástica. Queremos formar grupos de estudo, inserir esses temas em escolas bíblicas e seminários, revisar materiais e sermões, para que o conteúdo deste Manifesto se torne conhecido e produza uma mudança de perspectiva.

Não se trata apenas de repetir que “prosperarão os que amam Jerusalém”. Trata-se de amar quem Deus ama. Interceder por Israel e pelo povo judeu é, para nós, uma expressão de amizade e aliança espiritual, não de interesse utilitário.

 

4. ANTISSEMITISMO HOJE: DIAGNÓSTICO E RESPOSTA

Como o senhor enxerga o crescimento do antissemitismo no Brasil e no mundo?

Cremos que este crescimento foi anunciado nas Escrituras, mas isso não diminui nossa responsabilidade. Cada pessoa precisa escolher de que lado estará na história. Eu escolho estar do lado de Deus, da verdade e da justiça — e isso, para mim, inclui defender o povo judeu e o direito de Israel existir em segurança.

 

Onde o senhor vê o risco do “silêncio, da indiferença e da falsa neutralidade” entre cristãos?

Quando nos calamos, tornamo-nos cúmplices de sangue inocente. A história nos mostra o que aconteceu em países que se calaram diante da perseguição aos judeus. Não quero que a minha geração repita esse erro.

 

Qual é a fronteira entre crítica política legítima a Israel e antissemitismo disfarçado?

As pessoas são livres para ter opiniões políticas sobre qualquer governo, inclusive o de Israel. O problema começa quando a crítica a políticas específicas se transforma em negação do direito de Israel existir, ou em justificativa para massacres e ódio gratuito contra judeus como judeus.

Israel é uma sociedade plural, com forte debate interno. O que não é aceitável é usar isso como pretexto para apoiar ou relativizar atentados contra civis, no Brasil ou em qualquer lugar, por causa de sua identidade judaica.

 

5. TEOLOGIA, BÍBLIA E REJEIÇÃO DA “TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO”

Como se formou sua convicção de que a “teologia da substituição” é diabólica e antibíblica?

Ao longo dos anos, percebi que muitos hinos, sermões e livros cristãos afirmavam, explicitamente ou não, que “nós somos o verdadeiro Israel”, em oposição ao povo judeu. Isso tornou-se tão comum que passou a ser visto como normal.

Estudar a Bíblia com seriedade e olhar para a história nos obrigou a encarar isso como pecado. Veneramos figuras como Martinho Lutero por sua contribuição para que a Bíblia estivesse acessível a todos, mas também precisamos reconhecer que seus escritos violentamente antijudaicos foram usados séculos depois pelo nazismo. Católicos têm o peso de séculos de antissemitismo institucional; protestantes, o de uma teologia e de líderes que alimentaram o ódio.

Confrontar isso não é mérito pessoal; é apenas o mínimo para quem diz amar a Deus e sua Palavra.

 

Que mudanças concretas o senhor pretende promover em sermões e materiais de ensino?

Na prática, isso já está em curso. Ensinamos que toda a Escritura é verdade e que ela não autoriza o antissemitismo, o antijudaísmo nem o antissionismo. Ao mesmo tempo, enfrentamos outro desvio recente: o de tentar “judaizar” não judeus, como se fosse necessário “virar judeu” para ser amado por Deus.

 

Como explicaria a um leitor judeu a importância de Israel e do povo judeu na sua fé cristã?

Para nós, o centro da fé cristã é um rabino judeu, da tribo de Judá, descendente de David HaMelech, que ensinou a Torá em sua essência mais profunda e enviou seus discípulos não apenas à diáspora judaica, mas também aos povos distantes — como nós, nos confins da Terra.

Um profeta disse que “o conhecimento do Eterno encherá a Terra como as águas cobrem o mar”. Foi por meio do povo judeu que esse conhecimento chegou a nós. Por isso podemos chamar o Eterno de “Avinu”, ainda que não sejamos filhos naturais de Israel.

Amamos o povo judeu e o Estado de Israel porque lemos nos profetas que Deus trata Israel como filhos — com firmeza, mas sem abandoná-los — e abençoa aqueles que abençoam a descendência de Abraão. Para nós, isso é uma questão de fidelidade ao próprio Deus.

 

Na segunda parte da entrevista, o Apóstolo Paulo de Tarso fala sobre o direito de Israel à segurança, os compromissos assumidos pela Casa Apostólica, o papel do Brasil diante do conflito no Oriente Médio e deixa uma mensagem final aos cristãos e à comunidade judaica.

 

Silas Anastácio (@silasas15) é referência na promoção das relações Brasil-Israel. Escritor, palestrante e articulador, fortalece o diálogo entre lideranças, defende a liberdade religiosa e combate o antissemitismo, conectando universos cultural, diplomático e social.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Da Inquisição ao antissemitismo: O alerta que vem da Espanha

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